(Por Beatriz Biancato – Advogada Tributarista/ Professora – Instagram: @tributariosm)
Quando começamos a gerir questões profissionais, o primeiro desafio que encontramos, especialmente no início de carreira, é organizar e separar o orçamento profissional do pessoal. Na prática, como por exemplo, para os autônomos, profissional e pessoal soam como sinônimos, porém, como irei comentar a seguir, a coisa é mais séria do que você possa imaginar!
Se eu te perguntar quanto foi seu faturamento no mês passado? Você saberia responder? Talvez registrado você saiba exatamente o valor. Contudo, sendo o(a) gestor(a) do próprio negócio, talvez fique um pouco mais difícil de ter a resposta ‘’na ponta da língua’’, não é?!
Se você tiver a oportunidade de consultar sua planilha/tabelinha, talvez consiga me responder, por outro lado, se você demorar mais de 10 minutos para descobrir a reposta, esse post é para você!
OS 05 PRIMEIROS PASSOS PARA TE AJUDAR:
1. Entender a necessidade
Não gosto que as pessoas reproduzam coisas sem saber o motivo pelo qual necessitam ou não daquela sugestão. Portanto, fica aqui desde já meu alerta para que você leitor(a) entenda a razão pela qual essa gestão das finanças é necessária.
Tudo que demanda investimento na sua carreira ou no seu lar, você precisa ter noção do quanto tem para começar. Como você terá essa perspectiva de até onde consegue ir se não sabe onde exatamente está? Pense nisso.
Naquele mês, quanto pode gastar? Quanto deve poupar? Quais são as despesas fixas do mês? A renda que conquistou, nesse mês, será suficiente para cobrir os gastos? De quanto precisa faturar no mês seguinte? Se você não conseguir responder essas questões em sua totalidade, muito provável você tem mais necessidade ainda de acompanhar esse post.
2. Sem consultores financeiros e planners caros: papel e caneta, é o necessário.
Por vezes, esperamos as condições perfeitas para começar a providenciar as mudanças que necessitamos. Mas, não tem mistério! A primeira coisa é anotar aquilo que todo mês você tem de despesa, pois, essa será a quantia fixa que você irá cobrir com sua receita.
Essas despesas são aquelas: ‘’tenho que me virar de qualquer jeito para pagar’’. Feito isso, preencha em outra coluna suas fontes de renda. Caso não seja um valor certo, faça uma média (considerando os meses anteriores) e chegue ao valor aproximado que você minimamente consegue em cada mês.
Prontinho, você tem um orçamento caseiro mínimo feito!
3. Afiando o machado!
Está na hora de especificar ainda mais esses registros. Separe suas despesas por categoria! Exemplos: ‘’cartão de crédito’’, ‘’supermercado’’, ‘’vestuário’’, ‘’educação’’, ‘’tributos’’. Toda vez durante o seu dia que você fizer uma compra, registre o valor nas suas despesas, mas, especificamente na categoria correta, assim, ao final daquele mês você será capaz de visualizar o quanto gasta em cada setor.
Pode ser uma excelente oportunidade em verificar se os gastos estão muito descontrolados em cartão de crédito, por exemplo, isso se chama educação financeira e ela só se torna possível por meio destes registros.
4. O papel não funciona pra mim!
Se você é da turma do digital, não se preocupe! Existem excelentes aplicativos que fazem essa tarefa para você de modo gratuito! Além da boa e velha planilha de Excel que você pode colocar no celular e ir alimentando os dados na palma da sua mão, outros aplicativos também podem ser usados tal como: Mobills, Wally, Guiabolso e Organizze.
O importante é começar de alguma forma! Como isso vai acontecer, você quem decide! Nada de inventar desculpas, concentre os esforços na AÇÃO!
5. Benefícios da organização
Além deste hábito contribuir para o controle financeiro, o que por si só já é extremamente importante, permite que você tome as melhores decisões, pois, já sabe até onde pode ir com seus investimentos, compras, gastos, enfim, isso é excelente! O ideal é que se você for um autônomo, faça esse planejamento para o pessoal e para o profissional, não misture as estações!
Espero ter ajudado!
Estamos à disposição para auxiliar no que for preciso!